A Censura no Brasil

 

No período colonial, o rei de Portugal proibiu a circulação de obras do iluminismo, bem como qualquer tipo de crítica à igreja católica ou a monarquia.

O DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda foi criado no Brasil em 1939 pelo governo vargas, e, na época, obrigava a exposição da foto do ditador em todos os ambientes comerciais, tal e qual acontecia na Alemanha nazista, escola de filinto muller, chefe de polícia e reconhecido como torturador.

Neste período, a própria população denunciava a propagação de ideias contrárias ao governo.

Em 1940, o estado destituiu a direção do jornal O Estado de São Paulo, que passou a sofrer intervenção por parte do DIP, que também criou o programa “Hora do Brasil”, em caráter obrigatório.

Durante o regime militar iniciado em 1964, todas as formas de perseguição são intensificadas, além de outras serem elaboradas.

A partir da ditadura militar, com o AI-5, toda peça de comunicação deveria ser previamente autorizada pelo governo. Alguns jornais, em protesto, deixavam espaços em branco para sinalizar que ali, tinha trechos censurados. Outros, publicavam receitas de bolo.

Nem tudo era política: a censura produziu momentos ridículos na música brasileira, quando obrigou Adoniran Barbosa a corrigir a letra de suas canções de acordo com a gramática, uma vez que o artista utilizava termos caipiras. Odair José teve a música “pare de tomar a pílula” pelo fato dos censores acharem que contrariava os valores morais da época.

O festival de estupidez não parou por aí. Em 1976, a peça “Romeu e Julieta”, encenada pelo Ballet Bolshoi, foi proibida pelo ministro da justiça, pelo risco da companhia russa querer apresentar uma visão comunista da tragédia de Shakespeare. Em 1968 militares queimavam livros que tivessem capa vermelha, independente de seu conteúdo. O livro cubismo também foi proibido, porque os censores entenderam que poderia se tratar de propaganda ao regime de Cuba.

Chico Buarque driblou os agentes da censura assinando suas obras como “Julinho da Adelaide”. Depois disso, a censura passou a exigir cópia do documento de identidade no registro das obras intelectuais. Ainda assim, o compositor Taiguara, também perseguido, tinha suas canções assinadas por sua esposa Gê Chalar, para evitar a perseguição da censura. – Muitas vezes não era o conteúdo, mas sim, uma perseguição clara ao seu autor.

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